A noite
Seria qualquer coisa assim:
Havia um tecido vermelho no chão da sala só paredes falsas e madeira no chão.
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ao canto apenas uma vela acesa, para sombrear movimento.
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Depois tu vinhas, de um corredor xadrez e em corpo nu, vestias música nos passos.
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Eu já lá estava, como parte da arquitectura, desde sempre na sala que hoje era tua.
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Ao tecido, o teu corpo-desenho-perfeito se deleitou
e eu, três vezes bati nas paredes falsas.
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Por ordem, vieram os pinçeis, as água+relas e mais nada que eu verdadeiramente pedisse.
Os teus olhos eram os mais dificeis de pintar e esses eu beijei.
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Assim, à luz da vela foi perfeito o momento em que marquei o meu coração
contigo.
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A sala já respira. Hoje é de dia.
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