Sempre considerei que o Marketing, no seu fim ultimo, não tem como objectivo directo o lucro de uma empresa, ainda que este seja decorrente das suas acções, mas tem sim como fim último uma optimização entre as necessidades, os beneficios e as causas comuns, sejam elas ideológicas, sociais ou comerciais dos intervenientes numa relação de troca de interesses.

A verdade é que considero que o marketing vem facilitar a nossa inerente condição de dependentes uns dos outros, optimizando-as com base nas individualidades de cada um e no nosso comportamento em sociedade, que muito respeito diz aos nossos direitos humanos. Alargo portanto, o conceito de marketing social, para fora da sua area de abordagem que hoje está limitada ao nível das empresas sem fins lucrativos, pois, se quisermos considerar o marketing empresarial, há primeiro a considerar aquilo a que hoje se chama de marketing social, pois nós, primeiro que consumidores, somos seres humanos e todas as necessidades do ser humano encontram-se numa frase – qualidade de vida.

Frase esta que me leva a questionar pois então, sobre o conceito e os fundamentos que estão associados ao marketing social e a sua capacidade de actuar fora da sua envolvência. E questiono-me se a utilização do marketing social, ou melhor a utilização de um marketing assente na nossa condição de ser humano e não só de consumidor, não deveria ser também ela aplicada, a empresas com fins lucrativos.

É que as causas sociais, por inerência ao ser humano, estão em todo o lado.

Considerando que o marketing social é, para mim, não aquele que se pratica com base na filantropia, mas sim aquele que se pratica com a consciência, com a ética e com o coração; entre todas as outras definições de marketing social.

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