Julho 16, 2008 às 6:10 pm
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reconhecer-me ontem é ter-me desenhado.
abrir a carica da cerveja é iniciar o diluvio das conversas comigo.
o limoeiro do quintal do vizinho espreita fora das grades, sem receio de crescer fora de onde existe.
ganchos no cabelo são prisões ao vento da rua que todos os dias podia ser nosso.
não encontro a nodoa negra da sova que o dia me dá e dificil é, assim, mostra-la.
mãe, posso ir brincar um bocadinho?
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Julho 16, 2008 às 5:46 pm
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perdidos, desencontrados, incontrolados, conscientes em meio do copo, frios, desanimados, magoados, frios já disse? duros também, de compreender. imersos, de uns quaisquer binóculos gastos pelo principiante em astronomia. E que ainda assim, de visão nada percebe.
já tranquila.
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Julho 4, 2008 às 5:32 pm
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Eu tenho uma verdade que é esta: de tão compostos que somos, somos seres imperfeitos.
A complexidade dentro e à nossa volta conduz-nos a um clima imperfectível constante e eu que o diga. Percebo agora que quanto maior é um esquema, seja ele estratégico, operacional, diário, vivencial, maior é também ele, na sua imperfeição. A única hipótese de encontrarmos perfeição no nosso dia é a dormir. A minha perfeição é a dormir. Passados 26 anos da minha vida, estou agora a inspirar, a ansiar, a suspirar, e a no fundo, desmecanizar a máquina que me tornei enquanto esperava e aguentava que a minha energia própria chegasse.
E agora, envolta e de volta dela, tornei-me mais imperfeita que nunca, mais limitada, mais incompetente, mais disfuncional, mais descontrolada, mais inconsciente. É. Estou difícil de gerir. Agora que sinto vida, sinto-me de facto, imperfeita. E concordem comigo quando digo que sabemos que somos seres imperfeitos, mas ainda assim, não nos olhamos assim, pelo menos tão factualmente. É como quando dizemos que podemos morrer já a seguir porque pode de facto ser verdade, mas sinceramente, não se acredita mesmo nisso.
É como sabermos que todos nos somos seres limitados mas muito dificilmente alguém se diz a ela/ele própria/o: Sou limitada/o. Porque soa mal, mas soa bem. Porque é verdade e eu sou tão limitada que qualquer dia esqueço-me mesmo da cabeça em qualquer lado onde calhe a ir.
À parte disto, tenho(-te) em mim, aquilo que sempre quis, Ilimitadamente.
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Junho 22, 2008 às 7:06 pm
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É nos teus olhos que a vida começa.
É, contigo Luz, que tudo acontece.
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Junho 19, 2008 às 9:06 pm
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aqui, onde eu começei a existir. lembro-me.
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Junho 6, 2008 às 9:39 am
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ela era uma senhora dos seus 70 anos, de cabelo ao alto, oculos esculos, lábios marcados a vermelho e ao redor deles vermelho também. Pequeno-almoçava numa cafetaria com esplanada e à chegada das amigas, igualmente replicadas, deu-se o cumprimento:
“Muito bom dia exmas minhas amigas, queiram companheirar-me com estimo. Hoje estou muito triste, o meu companheiro de bridge foi para Nova Iorque”
Eu, sentada ao lado, apanhando o sol matinal que me disfarça o mau humor, de imediato a foquei. Lá estava ela, a rainha de copas do pais das maravilhas e ao imediato, eu sorri.
Lewis Carroll estará sempre presente.
À parte disso, três vivas ao mais recente grupo de musica portuguesa : Deolinda. Com um estilo de música ao lado dos outros.
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Junho 4, 2008 às 11:23 pm
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Junho 4, 2008 às 10:24 pm
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Não é por ler, por ouvir, ou por acreditar. É evidência absoluta que o amor existe. Por ti.
olha, pequeno rebento de jardim, de arte crescido e de sentimento regado, aí no teu vaso destinado um outro semeado igual a ti. É que eu cresço à tua medida. As mãos dadas ajudam a isso.
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Maio 31, 2008 às 9:47 pm
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desde que percebi que os sonhos de outrora, não têm prolongamento para a realidade. Não tenho forma, conteúdo, suporte ou meio de realizar o sonho. O meu é o teu. Sonha-o.
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Maio 29, 2008 às 9:59 pm
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Eco -s. m., repercussão;reflexão mais ou menos clara de um som;
Ar - s. m., viração, aragem, vento, clima;fig., ataque de paralisia; aparência, aspecto, figura, fisionomia, semelhança;
ecoar - v. int., fazer eco;
dentro. fora, há silêncio.
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Maio 27, 2008 às 2:58 pm
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BREVEMENTE NESTE BLOG E NA MINHA VIDA
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Maio 27, 2008 às 2:13 pm
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Dizia-me que tudo está bem, que nada fica mal. que a minha cor preferida poderia ser uma inexistente, que o acordar seria uma dádiva, que o adormecer perde o encanto no momento em que é um estado continuado. Dizia-me ainda que cortar o cabelo seria uma forma de ficar mais bonita se já o fosse e que para sê-lo bastava senti-lo. Dizia-me que se levantasse o braço direito e fizesse olá a alguém seria feliz. Dizia-me que bastava menos nãos e mais sins e que os talvez só são sentidos, no futuro. Dizia-me que o meu nome estaria escrito no nome de outro alguém e que ainda assim, o unico nome que importa é o amor.
A ambiência de um momento pode revivalizar-se sempre que há um sonho por trás dele. E que quem não corre atrás, nunca corre à frente.
E cá no fundo, eu dizia-me assim e afinal, desenhei-me com lápis, pelo contorno de ti. Porque teimas na borracha?
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Maio 21, 2008 às 2:11 pm
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de mim. parece tanto, mas é tão pouco.
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Maio 16, 2008 às 1:32 pm
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Alguém me explica porque razão ainda não existem telemóveis que comportem nas suas funções, um dicionário linguístico para consulta offline?
E alguém me explica porque é que, em vez disso, se está a estudar o lançamento de telemóveis com mensagens que, além do texto, enviam cheiros e aromas para outros números?
Ou será que só eu é que sinto necessidade de um dicionário de bolso, vulgo no telemovel, e todas as outras pessoas precisam de mensagens com cheirinho?
Vá, nao me façam sentir sozinha.
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Maio 11, 2008 às 4:20 pm
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É no azul do céu que me encantas e lá, no alto , me deixas.
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Maio 7, 2008 às 9:34 pm
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(…)
could have been no two hearts so open, no tastes so similar, no feelings so in unison, no countenances so beloved…
(…)
While we were together, you know, there was nothing to be feared. Thank God! I have always been blessed with excellent health, and no climate disagrees with me. A little disordered always the first twenty-four hours of going to sea, but never knew what sickness was afterwards. The only time I ever really suffered in body or mind, the only time that I ever fancied myself unwell, or had any ideas of danger, was the winter that I passed by myself at Deal, when the Admiral (Captain Croft then) was in the North Seas. I lived in perpetual fright at that time, and had all manner of imaginary complaints from not knowing what to do with myself, or when I should hear from him next; but as long as we could be together, nothing ever ailed me, and I never met with the smallest inconvenience.’
Jane Austen, Persuasion
música como companhia: The Clientele - I Can’t Seem To Make You
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Maio 2, 2008 às 10:43 pm
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com quatro paredes e quatro braços e quatro pernas, compunha-se uma jarra que há muito comprei, sem destino ter | ao canto de mim, guardei o meu maior tesouro - o futuro e reservei-o. Não o ocupei sem o preencher de pilares. | forte, para a ginástica que o corpo humano necessita para se adaptar à mente, descobri que não são as paredes que o seguram: as paredes apoiam duas mais duas pernas. | eu sem as ultimas, escorregava. e desacontecia enquanto a jarra corroía.
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Abril 30, 2008 às 10:39 pm
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vide actualização Maio
1- about marketing,
o que é, senão a tentativa de perfeição percebida?
2- about life,
o que é, senão a tentativa de perceber onde está a “nossa” perfeição, num mundo imperfeito, de seres imperfeitos?
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Abril 30, 2008 às 10:33 pm
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No fundo, a sabedoria do destino é a nossa própria. Porque a acompanhamos com uma consciência incessante daquilo que, no fundo, nos é permitido fazer. Podemos estar sujeitos a algumas tentações mas nunca nos enganamos. Agimos sempre no sentido do destino. As duas coisas formam uma só.
Quem se engana é porque ainda não compreende o seu destino. Quer dizer, não compreende qual a resultante de todo o seu passado - o qual lhe indica o futuro. Mas quer o compreenda ou não, indica-lho à mesma. Cada vida é aquilo que devia ser.
Cesare Pavese, in ‘O Ofício de Viver’
Acompanhe a leitura com Sigur Rós
e viva.
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Abril 29, 2008 às 9:55 pm
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Elena Feliciano

Há Palavras?
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